terça-feira, 11 de agosto de 2009

O Homem de fraque

Ao nascer do Sol, o homem já vai,
Agarrando a bengala, rua abaixo, rua acima,
Exibindo o fraque que estima
E a boina que com anos não sai,

Sobre a gasta calça verde, a camisa descai,
Com facécia as pessoas mima,
Mostrando os dentes, envoltos numa rima,
Com o tinto na mão, por até vezes cai.

Os melindrosos olham-no do fundo
E mofam-no, chamando-o de vagabundo,
Invejando o seu encanto de rua,

A flor de seu fraque fala por si,
Compõe o colarinho e sem jeito sorri,
Acenando numa blandície só sua...

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