Encontro no tempo a ignóbil sabedoria
Dos que outrora viveram,
E que deixaram, na história
Legadas, palavras intemporáveis
Dignas de memória
Nos braços desse colosso vetusto.
Palavras que nadam ociosas
De língua em língua
Sob a mácula fingida
De aparentes falas alterosas,
Que sórdidas alumiam
O sentido real de uma Vida.
Encontro no tempo
Um futuro incolor
No qual a cegueria
Se guia numa visão delida
Ou num toque de torpor
Universal.
Encontro no tempo
Um perpétuo espaço tétrico
Que me leva a uma imagem abismal...
E gelo sob o ruído do trucidado toar
De um pêndulo.
- Encontro-me com o tempo
[Quem me dera estar bêbado]
Há 10 anos
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