Ah, senhores grandes da guerra,
Olhem! Vejam a vossa paz,
Vejam a vossa Terra!
Não virem o vosso rosto para o lado,
Ignorando o vosso chão lustroso
De corpos exangues
E de crânios desfeitos,
E o torpor da esperança dissecado,
Nesses corpos que repousam nus em ínferos leitos!
Consternam-me de vos ver fitar,
Altivos, bebendo um poto de glória,
Brindando ao vosso lugar na história...
Enquanto outros se esmaecem,
Oblívios na memória
Da futura galáxia humana,
E prostrados sob um fúnebre chão
De propensão bélica, apodrecem.
Choram uma eterna soledade,
Choram a saudade da perecida infância,
E morrem numa ténue ilusão heróica,
Espargidos nesse setal humano.
[Quem me dera estar bêbado]
Há 10 anos
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